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Aposentadoria Precoce e Difamação Mataram o Pr. Darci Trojan

 

Queridos amigos e irmãos.

Ontem tive a triste notícia do falecimento do Pastor Darci Trojan. O sepultamento ocorreu no cemitério Parque dos Ipês, em Itapecerica da Serra. No final desta nota, explicarei melhor a causa de sua morte.

O Pr. Ezer Girotto, amigo do Pr. Darci, teve a oportunidade de ler um resumo de sua biografia durante a cerimônia fúnebre. Destacou o fato do Pr. Darci ter sido sempre um aluno dedicado, tirando as melhores notas do colégio. Citou que o Pr. Darci ganhou 4 medalhas por ter tirado as melhores notas do IAE.

Apesar deste sucesso nos estudos, o Pr. Darci não almejava cargos administrativos. Sua vocação era ser pastor de ovelhas - viver em função dos membros da igreja local. Foi ressaltada a amizade e excelente relacionamento do Pr. Darci com suas ovelhas.

O ministério do Pr. Darci caracterizou-se por longos períodos em cada distrito. Foram citados em sua biografia distritos onde o Pr. Darci passou 6 anos. Em outro distrito passou 7 anos, e assim por diante - uma prova inequívoca de sua dedicação e apego as suas ovelhas.

Segundo o Pr. Girotto, quando o Pr. Darci estava para ser transferido para outro distrito, a igreja ia à Associação pedir para que ele ficasse. Era um pastor visitador, empreendedor: construiu 16 igrejas ao longo do seu ministério.

Note que não se trata de simples elogios típicos de funeral. São dados objetivos, mensuráveis que evidenciam de forma inconteste a dedicação e amor de um pastor por seu rebanho e por seu ministério.

O Pr. Darci sempre foi muito humilde - sua simplicidade ficava evidente em vários aspectos, inclusive no tipo de automóvel que possuia e na forma como se comportava. Seu desejo não era agradar-se a si mesmo, mas dar conforto e bem-estar físico e espiritual as suas ovelhas.

Pessoalmente tive pouquíssimo contato com o Pr. Darci, mas pude testemunhar seu trabalho. Há aproximadamente 10 anos, visitei o grupinho de Parque Bristol - um barracão típico de favela, algo horrível e humilhante. Eu nunca tinha visto uma “igreja” naquelas condições.

Quando o Pr. Darci passou por aquele distrito resolveu liderar a construção de um local digno para a comunhão dos crentes e digno, antes e acima de tudo, para a adoração do Deus Criador. Empenhou-se paralelamente em duas construções: Parque Bristol e Vila Moraes. Eu tive a oportunidade de visitar estas igrejas após a construção - templos dignos para o dedicado povo adventista e dignos do nosso amado Pai.

No início do ano 2000 tive a oportunidade de conversar por telefone com o Pr. Darci. Ele me relatou que no afã de construir estas igrejas e inaugurá-las rapidamente, muitas dívidas foram contraídas e acumuladas, mais até do que se planejava no início (algo natural em qualquer construção ou reforma - gasta-se mais do que o planejamento inicial).

Como as ofertas não foram suficientes, isto fez com que as igrejas, no dever de cumprir suas obrigações com os credores, atrasassem durante alguns meses a remessa para a Associação. (Entenda que nas remessas mensais está incluído o santo dízimo que em hipótese alguma poderia ser usado para o benefício da igreja local sem antes passar pelos centralizadores do dinheiro...)

Naquela ocasião (1999), o assunto mais polêmico na Associação Paulistana era o dízimo. Os administradores daquela associação com o aval das instâncias superiores, UCB e DSA, decidiram dar uma lição no Pr. Darci aposentando-o antes do tempo previsto. Posteriormente suas credenciais foram retiradas.

O objetivo principal desta “lição” não era apenas punir o Pr. Darci, mas dar um recado aos outros pastores para que não tocassem no que há de mais sagrado: o Santo Dízimo da Associação.

Na realidade, o “pecado” do Pr. Darci foi dar prioridade ao seu rebanho em detrimento da estrutura burocrática. Ele foi mais obediente a Deus do que aos homens da administração. Sua prioridade era o bem estar das ovelhas - não poderia sair daquele distrito deixando suas ovelhas congregando num barracão de favela - um desrespeito aos membros e a Deus.

O Pr. Darci tinha força física suficiente para trabalhar mais dez ou vinte anos. Ele vem de uma família forte, nunca esteve doente. Seu pai faleceu com idade muito avançada e com muita saúde. Seu irmão é também um homem forte e sadio que aparenta ser muito mais jovem do que é. Sua mãezinha, irmã Gilda, ainda vive com saúde. O Pr. Darci tinha forças e queria trabalhar, só isso. No entanto, isso lhe foi negado.

Motivado por seu forte senso de missão, pela força de sua vocação pastoral, o Pr. Darci não se conformou com a punição. Tentou defender-se, mas isso não foi aceito. Tentou contactar velhos “amigos” da Obra que estavam na época em posições administrativas na União e na Divisão. Todos demonstravam aparente simpatia, batiam no seu ombro, mas lavavam as mãos.

O problema não se restringiu à exclusão sumária da atividade que era a missão de sua vida. A história ia passando de igreja para igreja e, como em todos os boatos, algo vai sendo acrescentado. Chegou-se ao ponto de se espalhar um boato de que o Pr. Darci teria se apropriado do dízimo e pessoas que não conheciam o caráter e a vida simples e dedicada do Pr. Darci eram capazes de acreditar nestes boatos maldosos.

Este processo de rejeição e difamação teve um impacto devastador na condição emocional do Pr. Darci. Ele caiu numa depressão profunda. Durante vários anos havia servido fielmente a igreja que amava, construíu igrejas, visitou membros, foi um pastor abnegado, humilde e simples. E agora era considerado um vilão, mais que isso: um homem que roubou a Deus - um traidor da Obra. Tudo porque atrasou algumas remessas. Veja como funciona o sistema.

Esta depressão teve um impacto negativo fortíssimo em seu sistema imunológico. As defesas de seu organismo se enfraqueceram. Seu estado emocional agredido pelas injustiças e autoritarismo teve um efeito devastador sobre sua saúde física. Um câncer começou a desenvolver-se e manifestou-se uns 3 anos depois. Contrariando todas as expectativas de longevidade, o Pr. Darci sucumbiu.

Ao observar o ministério profícuo e a boa saúde do Pr. Darci, ninguém poderia prever que ele seria aposentado precocemente e morto precocemente pelos homens que sempre se alimentaram das igrejas que o Pr. Darci procurava beneficiar.

Tive o privilégio de visitar o Pr. Darci na última terça-feira, no Hospital Adventista. Ele não mais conseguia falar. Estava magro e suspirava muito fortemente ligado aos aparelhos. Eu disse a sua esposa, irmã Mirza, e ao seu irmão, Dr. Osmar, que o Pr. Darci falaria mais alto estando morto do que quando estava vivo. A história do Pr. Darci fala por ele. É uma pregação sonora e retumbante que deve servir como inspiração para todos os pastores. Todos!

Para os pastores sinceros, cuja prioridade são as ovelhas, o Pr. Darci é um exemplo do que se deve ser e fazer. Para os pastores covardes, cuja prioridade é galgar posições dentro da obra e beneficiar a estrutura burocrática, o Pr. Darci é um exemplo do que não se deve ser e fazer. Por isso o Pr. Darci é um exemplo para todos!

Oremos pela família do Pr. Darci, por sua esposa, filhos, irmão e, principalmente, por sua mãezinha. Para uma mãe é muito difícil conformar-se com a morte de um filho, principalmente quando esta poderia ser evitada.

Façamos com que a história do ministério e morte do Pr. Darci circule, servindo de exemplo aos sinceros e também aos covardes de todo o Brasil, para que haja logo uma separação entre estas duas classes de pessoas e o evangelho seja pregado ao mundo por pessoas que, assim como o Pr. Darci, têm o verdadeiro senso de missão.

Que Deus abençoe a todos

Ricardo Nicotra  


Convocação de Jejum e Oração em favor da liderança da IASD

A paz do Salvador Jesus a todos os meus irmãozinhos leigos. Tanto aos queridos irmãos que ainda estão dentro da Igreja Adv. do 7º dia, quanto aos que foram banidos por questionar as injustiças e a ditadura que impera por parte da liderança clerical desta igreja.  

Hoje já não tem mais como negar o autoritarismo, a forma dominadora com que pastores e presidentes da Igreja Adventista usam para fazer imperar a sua vontade. A regra é: nós mandamos e os membros leigos devem obediência. Usamos o dízimo como queremos, favorecemos a quem queremos, punimos a quem queremos, humilhamos e enxotamos a quem queremos.  

Isto que comentamos é a coisa mais simples de se comprovar. Abra a boca, questione, busque explicações e você verá o que acontece. Você é livre, mas... livre para permanecer quieto e concorde.   

Quando casos como esse envolvendo o pastor Darci ocorrem, os irmãos leigos que foram brutalmente arrancados da Igreja Adventista, lamentam e oram para que Deus tenha misericórdia desta Igreja. O curioso é que os irmãos leigos ainda dentro da Igreja Adventista sentem o mesmo. Sentem vergonha por inúmeros coisas que vêem acontecer dentro dela.

Quando conversamos com irmãozinhos leigos da IASD, eles dizem que precisamos orar, pedir a Deus que toque no coração da administração da obra a nível mundial, nacional, regional, local. Dizem que precisamos orar para que Deus impeça os pastores da IASD de fazer tantas coisas ruins, injustas, cruéis contra as ovelhas.   

Dizem os irmãozinhos da IASD que temos que orar para que Deus converta, toque no coração dos pastores e líderes da IASD para que se arrependam e se regenerem, pois não é só a sorte deles que está em jogo, mas a de todo o rebanho que irá se perder. Do rebanho, que já vemos sofrendo por falta de amparo, de socorro espiritual.   

E é em atendimento até ao pedido destes irmãos da Igreja Adventista do 7º Dia que ainda estão lá dentro, que irmãos leigos que foram excluídos fazem esta convocação de jejum e oração por estes lideres da IASD. Para que Deus intervenha, que toque no coração deles para que se convertam de seu mal caminhos, ou, que Deus os remova com mão forte para que não façam tropeçar os pequeninos, para que não menosprezem as preciosas ovelhas pelas quais o Filho de Deus deu a vida.

Isto é pensar nas ovelhas, isto é pensar nos pastores, pois se assim continuarem, quão terrível será tratar com o Todo Poderoso que tanto ama seus pequenos. Ai daquele que fizer tropeçar um dos meus pequeninos! Melhor seria que se lhe fizesse amarrar uma pedra de moinho ao pescoço e fosse atirado no fundo do mar. É sério, meus prezados.   

É por isso que propomos esta convocação de jejum e oração em favor da liderança da Igreja Adventista. Estamos nos irmanando aos irmãozinhos leigos ainda lá dentro, que já demonstraram tantas vezes, como dissemos, que precisamos interceder com urgência pelo que estão vendo a liderança adventista fazer e pelo que estão vendo não fazer e que deveria ser feito.  

Nossa proposta é destinar o sábado 17/07/04 como Dia Nacional de Jejum e Oração para que Deus intervenha e transforme o coração dos líderes da Igreja Adventista. Orar e jejuar para que esses líderes se humilhem, caiam em si e convertam-se de seus maus caminhos ou então que Deus faça pesar o seu braço pela misericórdia e amor que Ele tem ao Seu rebanho.   

Que o querido Salvador Jesus abençoe a todos.   

Irmão Léo, de Curitiba, PR.


Médico discorda de causa da morte do Pr. Darci

Gostaria de adicionar um comentário sobre o que foi colocado sobre o Pr. Darci Trojan por Ricardo Nicotra.

Embora não me caiba aqui comentar as circunstâncias pregressas da vida do paciente ou qual o tipo de relacionamento que o mesmo tinha com seus pares na Administração da Igreja, mesmo porque não conhecia a fundo quaisquer fatos relacionados, verifiquei um sentimento de profundo amor e comoção geral pelo agravamento da situação de saúde do referido pastor, tanto da parte de membros como de pastores em geral.

Como médico, porém, cabe esclarecer para verdade dos fatos que se torna extremamente forçoso, e até leviano ligar o aparecimento do câncer no referido paciente ao recentes fatos (há menos de 5 anos) ocorridos com o Pastor Trojan.

Ricardo Nicotra, você até que tentou e ligou alguns fatores como sistema imunológico e depressão. Sabe-se porém que na história natural da doença, da primeira célula cancerígena até o aparecimento do tumor propriamente dito leva-se em média de 8 até 15 anos dependendo do tipo de tumor.  Por esse raciocício poderia-se afirmar até que o trabalho pastoral intenso poderia ser um fator negativo ao sistema imunológico.

E, mesmo que dermos vazão às incertezas da medicina, mesmo assim não é possível ligar um fator exclusivo ao aparecimento do câncer (Note que não estou me referindo ao estado depressivo do mesmo).  

Colocar-se como juiz dos fatos (como feito na matéria em questão) é extremamente perigoso e perjurioso. Como seria ridículo se alguém acusasse a você, Ricardo, se um câncer aparecesse no Pr. Mauro Bueno em função do profundo estado de depressão que teria se abatido sobre o mesmo por causa do processo judicial que você move contra ele (e aqui não emito juízo de opinião sobre o mérito da questão, somente sobre o fato da ligação depressão-câncer). Ninguém o pode fazer por uma simples questão: Não existe prova científica ou factual para tal...

Resumindo a questão, temos o seguinte: Um servo de Deus faleceu. Esforcemo-nos para nos manter em santidade de propósitos e idéias para manter viva a chama do evangelho, e não para ir em caça a possíveis culpados.

(Por gentileza, gostaria de manter meu e-mail e nome anônimos.)


"Quem Matou, Foi Deus!"

"Quem matou, foi Deus. Eu só puxei o gatilho." Esta frase foi dita por um bandidão a um repórter de TV.

A lógica usada pelo bandidão é semelhante à do enfermeiro que, sem autorização, interrompeu precocemente a administração de cuidados médicos (soro, respiração artificial, etc...) de um motociclista acidentado. Ele desligou os aparelhos e o motoqueiro morreu. O enfermeiro, em sua defesa, alegou que o motoqueiro não teria morrido se houvesse tomado mais cuidado no trânsito e se aquele caminhoneiro "criminoso" não houvesse dado uma fechada no motoqueiro.

Ora, querer desvincular a morte do Pr. Darci da depressão sofrida após os desgastes emocionais que teve na obra, alegando que o câncer demora 8 anos ou mais para se manifestar, é usar o mesmo expediente do bandidão e do enfermeiro. É tentar culpar eventos passados ou causas acima da compreensão humana.

É provável que o Pr. Darci, oito anos atrás, já tivesse um início de câncer, imperceptível nos check-ups. Da mesma forma muitos de nós podemos ter algo semelhante se formando, mas nosso sistema imunológico impede a evolução destes processos cancerígenos.

Quando uma pessoa é submetida a uma grande decepção e por isso sofre uma depressão profunda, sem dúvida terá o seu sistema imunológico enfraquecido, propiciando circunstâncias favoráveis para o aparecimento e progresso das doenças. Quero que um médico escreva se estou enganado (e tenha coragem de dar o nome, é claro!)

Quando dizemos que uma depressão causa diminuição da resistência propiciando a evolução de doenças que levam a morte, muitos duvidam e pedem provas científicas. Mas não hesitam em acreditar piamente numa mensagem "assinada" por um anônimo que diz ser médico.

Convido a todos os interessados a pesquisarem o assunto em fontes idôneas por si mesmos, não precisando confiar em fontes anônimas. Links sugestivos:

http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/psiconeuroimunologia.html

Segundo o site http://planeta.terra.com.br/saude/prevican/prev.html, "a depressão seria mais cancerígena, que quatro maços de cigarros por dia." E fala mais: "Temos evidências que um tumor pode demorar de 2 à 20 anos para se manifestar clinicamente. Fatores emocionais, psíquicos também influem."

Quem escreveu neste site? Carlos António Garrido Pereira, é médico psiquiatra e psicanalista (filiado ao IPA), que se debruça, sob o prisma psicofísico das doenças e particularmente Câncer, Hepatite C e doenças ditas auto-imunes, congregando opiniões, observações e sugestões desde 1991, sobre os diversos aspectos destas particulares formas de adoecer no mundo. (Este não é anônimo!)

Portanto, pode ser que a depressão não tenha matado o Pr. Darci, mas foi ela que puxou o gatilho.

Um abraço,
Ricardo Nicotra

 

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